Dos 19 voluntários que receberam o medicamento, a doença estabilizou-se em 11, e permaneceu assim, em média, por 113 dias
O câncer de pâncreas oferece pouquíssimas chances de sobrevida. Cinco
anos após o diagnóstico da doença, apenas 6% dos pacientes continuam
vivos. E houve pouco progresso nas últimas décadas. Por isso, embora não
signifique a cura desse tipo de câncer, uma nova droga, chamada
rigosertib, parece bastante promissora. Segundo uma pesquisa publicada
no periódico médico Clinical Cancer Research, o medicamento
consegue evitar que as células cancerígenas do órgão se multipliquem
para, em seguida, matá-las – impedindo, assim, com que o câncer cresça.
Saiba mais:
Câncer de pâncreasEsse tipo de câncer é mais comum após os 50 anos de idade, e é quase duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres - e de duas a três vezes mais frequente entre fumantes. Entre os sintomas do câncer de pâncreas estão, de maneira mais comum, a icterícia (olhos e pele ficam amarelados), que pode levar à coceira pelo corpo e a casos de infecções; vômitos; perda de peso sem causa aparente; falta de apetite; dores de cabeça; sudorese; mal-estar; e uma dor abdominal que pode ser irradiada para as costas. Segundo o Inca, no Brasil, o câncer é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por câncer.
O remédio, que ainda está em fase de testes, foi usado em 19 pacientes
com câncer de pâncreas em estágio avançado, e com tumores sólidos
adicionais (casos de metástase). Dos 19 voluntários, 11 conseguiram
estabilizar a doença, que permaneceu assim por 113 dias, em média.
Ação – Em vez de seguir o ciclo celular natural, uma
célula cancerígena amplifica a ação de dois sinais: o PLK1 e o P13K.
Assim, elas conseguem se reproduzir com mais rapidez. São
especificamente esses dois sinais, PLK1 e P13K, que são o foco do
rigosertib: a droga é eficiente em "desligá-los", cancelando o processo.
Assim, as células cancerígenas acabam se reproduzindo em câmera lenta,
perdendo velocidade de multiplicação, e acabam por morrer. Enquanto
isso, as células saudáveis do órgão, que também podem acabar presas
nesse método mais lento de multiplicação, conseguem passar ilesas pelo
processo e sobrevivem. "O foco nas duas vias de sinalização permite uma
interferência dupla na habilidade do câncer de se replicar", diz Wells
Messersmith, um dos responsáveis pelo Programa de Desenvolvimento
Terapêutico da Universidade de Colorado. Por impedir a replicação do
câncer, a droga se mostrou eficiente em barrar a evolução da doença
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