O Dia -
O comandante do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Sérgio
Simões, confirmou no início da manhã desta quinta-feira que o cabo
Benevenuto Daciolo está preso no presídio de segurança máxima Bangu 1,
na Zona Oeste. Um dos líderes do movimento da corporação que reivindica
reajuste salarial, ele foi preso na noite de quarta-feira, no Aeroporto
Internacional Tom Jobim, na Zona Norte, vindo de Salvador, onde
participou das negociações de policiais militares que estão em greve na
Bahia.
"Por uma questão de cuidado com a manutenção da ordem pública decidimos
que ao invés de ficar detido em uma unidade dos bombeiros que ele fosse
para Bangu 1", justificou Sérgio Simões, em entrevista no Bom Dia Rio
da TV Globo, lembrando a invasão do QG dos Bombeiros, em agosto do ano
passado.
Ainda de acordo com o oficial, a prisão administrativa de 72 horas foi
decretada com base em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e
veiculadas no Jornal Nacional, na noite desta quarta-feira. Nas
gravações, Daciolo discute com interlocutores as negociações sobre a
greve de PMs e bombeiros do Rio, marcada para ser deflagrada na
madrugada deste sábado. Nesta quinta-feira, às 18h, os bombeiros
promovem uma mobilização na Cinelândia.
Ele criticou a possibilidade sugerida em trechos das escutas de que a
paralisação inciada na Bahia tenha a adesão em outros estados. Em um dos
trechos da gravação, uma mulher sugere que Daciolo não incentive o
fechamento de um acordo dos policiais grevista na Bahia, antes da
mobilização dos bombeiros no Rio. "Ficamos surpresos que uma proposta
como essa seja feita de foram leviana e covarde", atacou Simões.
Apesar da mobilização dos bombeiros programada para esta quinta-feira, o
coronel Sérgio Simões garantiu a prestação dos serviços a população e
que o carnaval do Rio de Janeiro está garantido, ao contrário do Estado
da Bahia, ameaçado pela greve da PM.
"Estamos mobilizados tomando as precauções para manter a nossa rotina.
Que a população fique tranquila. O Corpo de Bombeiros continua como nos
seus 150 anos: prestando serviço com responsabilidade", concluiu.
A mulher do militar disse que o marido estava na Bahia a pedido da
Auditoria Militar para ajudar a negociar fim do impasse na Assembleia
Legislativa baiana. Segundo Cristiane Daciolo, o cabo atendeu a um
pedido do juiz da Auditoria Federal Militar José Barroso Filho.
“Estão botando na conta dele uma crise que está instaurada no estado.
Ele não tem nada a ver com isso. Fizeram essa prisão arbitrária e a
gente ficou sem saber o que fazer com essa covardia”, disse.
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