sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ceia de Natal: confira dicas para evitar alergias alimentares

Ter pais ou irmãos alérgicos aumenta chance de desenvolver o problema


A tão aguardada ceia de Natal pode esconder perigos desconhecidos. Com fartura de pratos que não costumam ser consumidos no dia a dia, muitas pessoas só descobrem a intolerância a determinado alimento na noite do dia 24 de dezembro. De acordo com o imunologista e alergista Marcello Bossois, coordenador técnico do projeto Brasil Sem Alergia, cerca de 35% da população mundial sofre com algum tipo de alergia.

Alergia alimentar não deve ser ignorada, diz imunologista

O alergista Marcello Bossois explica que “os sintomas da alergia alimentar podem variar, mas os mais frequentes são diarreias, cólicas abdominais, manifestações respiratórias, como rinite, sinusite e asma, além de reações ma pele, que podem causar muita coceira e vermelhidão”.   O médico recomenda procurar auxílio médico ao perceber os sintomas, já que a alergia alimentar pode evoluir para o choque anafilático, levando ao fechamento da garganta e até a morte.

De acordo com Izilda Bacil, alergista do Hospital Balbino, no Rio de Janeiro, “nozes, castanhas, amendoins, frutos do mar e alimentos com excesso de corantes possuem potencial alergênico elevado”. O imunologista Marcello Bossois explica que a carne de porco também pode desencadear um processo alérgico. “Ela estraga com mais facilidade e pode conter grande concentração de toxinas. A proteína da carne de porco ainda pode causar alergia naqueles que não conseguem digeri-la adequadamente, assim como acontece com os frutos do mar”, diz o médico.

Ter pais ou irmãos alérgicos aumenta probabilidade de desenvolver o problema

Segundo o imunologista Marcelo Bossois, a hereditariedade aumenta as chances de desenvolver alergias. “Uma pessoa que tenha familiares próximos, como pais ou irmãos, alérgicos a carne de porco, por exemplo, tem 50% a mais de chances de desenvolver o problema do que aqueles que não apresentam histórico do problema na família”.

A alergista Izilda Bacil explica que uma pessoa que teve alergia a determinado alimento não necessariamente terá problemas outro tipo de comida, mas faz uma recomendação: “Como a alergia é muito específica, aqueles que acreditam já ter apresentado alergia alimentar, mesmo sem saber qual alimento que desencadeou o processo, devem evitar consumir aqueles com potencial alergênico elevado”.

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