A Prefeita Rosinha Garotinho
participou nesta segunda-feira (07) de entrevista coletiva, no Rio de
Janeiro, sobre a mobilização dos municípios fluminenses, que será
realizada nesta quinta-feira (10), na Candelária, em defesa dos
royalties do petróleo. Da coletiva, participaram o governador Sérgio
Cabral, deputados estaduais e parlamentares da bancada fluminense, como
os deputados Anthony Garotinho e Paulo Feijó.
Embora considere tardia, a prefeita
acha importante a mobilização. “Acho importante a mobilização, mas
acho também que ela já deveria ter sido feita. Talvez tudo isso
estivesse sendo evitado”. Para ela, a estratégia está errada. “Não
basta que a Presidente Dilma Roussef vete o projeto porque ele vai
voltar para o Congresso. Todo mundo fala em distribuição igualitária,
mas isso não existe. Não existe no Fundo de Participação de Especial
(FPE) e nem no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). As
contribuições do governo federal também são desiguais”, disse a
prefeita, observando que royalties são indenizações que são previstas
na Constituição Federal apenas para Municípios e Estados Produtores.
O deputado Anthony Garotinho também
defende que seja criado um novo texto que mantenha as cotas já
licitadas. “Eu acho que apostar na mobilização é correto. Não se pode
apostar no veto da Presidente Dilma. O correto é construir na Câmara
dos Deputados um novo projeto, onde conste que os direitos adquiridos
pelo Estado, os contratos já licitados, não possam ser mexidos”,
adiantou o parlamentar.
Para o senador Marcelo Crivella, o
desejo é de que o Brasil seja sensível a esta questão. “Espero que,
agora, possamos ser ouvidos. No Senado, éramos apenas três. Queremos
dividir daqui para frente. Como vai tirar R$ 1 bilhão de Campos, R$
3,5 bilhões do Estado do Rio? Não tem condição”, finaliza.
O deputado Paulo Feijó espera que a
Presidente Dilma oriente as suas liderenças, principalmente, na Câmara
dos Deputados, para que acabe de vez com este problema. “’É um direito
nosso. Vamos lutar! Vamos resistir. Isso não pode perdurar”, declara
Feijó.
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