sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Campos em defesa dos royalties

Cerca de 50 mil pessoas são esperadas para a manifestação em defesa dos royalties do petróleo, intitulada “Justiça para quem produz”, a ser realizada hoje, a partir das 16h, na praça do Santíssimo Salvador. Diversas categorias da sociedade civil já se mobilizaram em apoio ao ato público. O comércio no Centro será fechado duas horas antes e os servidores públicos municipais serão liberados às 15h, com exceção dos que trabalham em serviços essenciais. Outras duas manifestações estão previstas para os próximos dias no Rio.

— Temos que estar todos amanhã (hoje) na praça e mostrar o descontentamento do nosso povo com o roubo que se desenha. O comércio foi aconselhado pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) a fechar às 16h para que mais gente possa estar presente na manifestação. Neste momento, não existe cor partidária, interesses de classe, nada. É a união de todos para defender o que realmente é nosso — ressaltou o presidente da CDL, Marcelo Mérida.

As empresas de transporte coletivo também aderiram à mobilização e vão disponibilizar ônibus gratuitos para a população se deslocar até o local do protesto e, depois, voltar para casa. Os ônibus gratuitos funcionarão nas linhas urbanas entre 15h e 16h, dos bairros para o Centro. Nas linhas interdistritais, os ônibus gratuitos funcionarão entre 14h e 16h, dos distritos para a rodoviária. No retorno, as empresas não cobrarão passagem até uma hora após o término da mobilização.

Ainda hoje, o governador em exercício do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, estará em Macaé para participar, a partir das 13h, de um encontro com o prefeito da cidade e presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Riverton Mussi, e demais integrantes da entidade, quando será novamente discutida a distribuição dos royalties.

A Ompetro e Pezão já se posicionaram contra a alteração da Lei do Petróleo no pós-sal e no pré-sal licitado. Dia 5 de outubro, o Congresso Nacional discute o veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Emenda Ibsen, que redistribui os royalties de forma igualitária para todos os estados e municípios brasileiros.

A prefeita de Campos afirmou que vai estar em Brasília na primeira semana de outubro para votação. “Quero estar lá porque, caso derrubem o veto, vamos entrar com um mandado de segurança com pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma ação ordinária na Justiça Federal, em primeira instância, para garantir na Justiça os recursos para os municípios produtores”, destacou Rosinha.

Fonte:Fmanhã

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