sexta-feira, 11 de março de 2011

Revista cita Campos como referência contra o câncer


* Portal da Prefeitura de Campos

A Revista Ana Maria, da Editora Abril, destacou Campos como referência no tratamento do câncer de colo de útero. A citação foi feita na edição de 28 de janeiro, cuja reportagem apresenta dados da doença no mundo todo e destaca a estratégia municipal de vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) da prefeitura. Outra novidade é que a medida adotada por Campos será repetida, em breve, na Argentina.

A matéria cita “Campos (RJ) e Itu (SP) têm vacinas gratuitas contra o HPV”. A reportagem fala, ainda, que cerca de 230 mil mulheres morrem no mundo, a cada ano, vítimas de câncer de colo de útero, doença causada pelo HPV.  Esse vírus tem mais de 200 subtipos e causa outras doenças, como verrugas vulvares e câncer de vagina.

 O secretário Municipal de Saúde, Paulo Hirano, lembra que a estratégia de Campos, implantada em setembro do ano passado, é pioneira no país e visa beneficiar cerca de 17 mil meninas de 11 a 15 anos de idade. Cerca de 8 mil delas já tomaram a dose dose. Desse total, 6 mil, em média, já tomaram também a dose dose.

 - Para estarem completamente imunizadas, é necessário tomar as três doses da vacina. Na rede particular, cada dose custa entre R$ 350 e R$ 500. Mas em Campos estamos garantindo às nossas meninas prevenção de graça e para a vida toda - ressaltou Hirano.

Em Campos, a vacinação acontece por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), mas a prefeitura dispõe de um ponto fixo de vacinação, na sala 41 da Secretaria Municipal de Saúde. Além disso, o Departamento de Epidemiologia faz busca ativa das meninas, levando as vacinas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Argentina segue modelo de Campos - O país vizinho também vai incorporar no seu calendário nacional de imunização a vacina contra o vírus do papiloma humano. No entanto, lá serão beneficiadas apenas as meninas de 11 anos de idade. Países como Estados Unidos, Inglaterra e Espanha também implantaram a campanha, que garante prevenção para longo prazo e diminui o índice de mortalidade nas mulheres.

Para o professor associado e chefe do Setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) da Universidade Federal Fluminense (UFF), Mauro Romero Leal Passos, assim como o governo  campista, o governo argentino já entendeu que o HPV causa doenças infecto-contagiosas e isso precisa ser combatido.

- Foi no Instituto Nacional de Medicina Tropical que o governo argentino anunciou a incorporação da vacina na rede pública. Esperamos que a nossa presidente, Dilma Rousseff, faça anúncio similar no Congresso da Sociedade de Doenças Sexualmente Transmissíveis, em Curitiba, no dia 18 de maio de 2011 - destacou Paulo Hirano.

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